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	<title>À Última Vista</title>
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	<description>Fotografia para mapear a vida</description>
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		<title>Exposições coletivas em maio</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 22:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fico muito feliz de estar participando de duas exposições coletivas atualmente.  Uma delas é a YESSR, que acontece em Valparaíso, no Chile.  Tá na segunda edição, o tema é autorretratos multidisciplinares.  Fica até 5 de junho, o site oficial é www.yessr.cl.  A foto que está lá é esta aqui:
A outra foto está numa retrospectiva do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fico muito feliz de estar participando de duas exposições coletivas atualmente.  Uma delas é a YESSR, que acontece em Valparaíso, no Chile.  Tá na segunda edição, o tema é autorretratos multidisciplinares.  Fica até 5 de junho, o site oficial é <a title="YESSR" href="http://www.yessr.cl">www.yessr.cl</a>.  A foto que está lá é esta aqui:</p>
<div id="attachment_360" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a rel="attachment wp-att-360" href="http://bernardobatista.com.br/blog/2011/05/exposicoes-coletivas-em-maio/temp1/"><img class="size-large wp-image-360" title="Autorretrato (díptico)" src="http://bernardobatista.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/temp1-448x600.jpg" alt="Autorretrato (díptico)" width="448" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Autorretrato, díptico, 30cm x 40cm, 2010</p></div>
<p><span id="more-348"></span>A outra foto está numa retrospectiva do Munap &#8211; Museu Nacional da Poesia.  O Munap está participando da 9ª Semana de Museus com um monte de atividades e em um monte de lugar: leitura de poesia, exposições, mostras de cinema e vídeo; em diversos estados do Brasil e também no exterior &#8211; Moçambique, Portugal e outros.  A foto abaixo está na exposição Memória, na Galeria da Árvore, um espaço do Munap dentro do Parque Municipal de Belo Horizonte.  A exposição fica até 31 de maio.  A programação completa está em <a title="Museu Nacional da Poesia" href="http://museunacionaldapoesia.blogspot.com/">museunacionaldapoesia.blogspot.com</a></p>
<div id="attachment_361" class="wp-caption aligncenter" style="width: 412px"><a rel="attachment wp-att-361" href="http://bernardobatista.com.br/blog/2011/05/exposicoes-coletivas-em-maio/temp2/"><img class="size-large wp-image-361" title="Joaquim" src="http://bernardobatista.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/temp2-402x600.jpg" alt="Joaquim" width="402" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim, 20cm x 30cm, 2010</p></div>
<p style="text-align: left;">Querendo ver uma foto minha fora do computador, já sabem onde ir! ;- )</p>
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		<title>Photoshop, Farsas e a Beleza Verdadeira &#8211; Parte 3: beleza natural e beleza ideal</title>
		<link>http://bernardobatista.com.br/blog/2011/05/photoshop-farsas-e-a-beleza-verdadeira-parte3/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 20:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[discurso fotográfico]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2010, diversos jornais e revistas nacionais e internacionais promoveram um movimento "em prol da beleza natural," aquela que não precisa de Photoshop.  O que eles continuaram promovendo, na verdade, era a "beleza ideal:" gente magra, jovem, branca, malhada.  E sempre fazendo uso de todos os (outros) recursos da fotografia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o último texto da série acerca de Photoshop e manipulação de imagem.  No primeiro falei sobre a <a title="Photoshop, Farsas e a Beleza Verdadeira – Parte 1: a manipulação da imagem antes do Photoshop" href="http://bernardobatista.com.br/blog/2010/06/photoshop-farsas-e-a-beleza-verdadeira-parte1/">manipulação de imagens antes da existência de Photoshop</a>.  No segundo, sobre <a title="Photoshop, Farsas e a Beleza Verdadeira – Parte 2: depois do clique e antes da cópia" href="http://bernardobatista.com.br/blog/2010/06/photoshop-farsas-e-a-beleza-verdadeira-parte2/">as diferenças entre a foto no momento em que é capturada e depois quando é divulgada</a>.  Neste texto, falarei sobre a &#8220;beleza natural&#8221; num meio que sempre privilegia a beleza ideal: fotografia publicitária e de moda.</p>
<p>Decidi escrever sobre Photoshop, manipulação de imagem e &#8220;beleza natural&#8221; após ler uma matéria de jornal sobre como <a title="Movimento em prol da beleza sem Photoshop divide profissionais" href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/05/movimento-em-prol-da-beleza-sem-photoshop-divide-profissionais.html">profissionais de fotografia estavam divididos quanto ao uso de Photoshop</a>.  O texto diz coisas como &#8220;a vida como ela é&#8221; e &#8220;Photoshop &#8211; software que edita imagens.&#8221;  É claro que a fotografia nunca foi &#8220;a vida como ela é&#8221; e Photoshop não edita imagens (fotos são editadas por pessoas, com ou sem auxílio de Photoshop).  No entanto, antes que eu escrevesse aqui chamando o jornal de burro, chamaram minha atenção para o fato de que o jornal com certeza conhece o processo fotográfico e sabe que seu texto é impreciso.  Acontece que esse discurso &#8211; o de que a &#8220;beleza natural&#8221; está em alta &#8211; é um discurso vendável, divertido, novo.  A gente vê as celebridades &#8220;como elas realmente são,&#8221; sem retoques.<span id="more-344"></span></p>
<p>A matéria cita e traz fotos de diversas celebridades (Brad Pitt, Cindy Crawford, Jessica Simpson, Luiza Brunet e outras) que toparam posar sem uso de Photoshop para revistas como Marie Claire, Época e W.  Britney Spears foi mais longe: <a title="Britney Spears reveals her Pre-Photoshop bod in new pics" href="http://celebrities.ninemsn.com.au/blog.aspx?blogentryid=633229&amp;showcomments=true">ano passado divulgou fotos publicitárias antes e depois do tratamento</a>.</p>
<p>Concordo quando dizem que os profissionais de fotografia têm exagerado na pós-produção, chegando ao ponto de &#8220;fabricar&#8221; uma beleza simplesmente irreal (por exemplo: quase apagar joelhos de fotos, tornando as pernas totalmente lisas).  Todavia, esse discurso reforça a idéia de que fotografia é espelho da realidade, e que Photoshop é o único responsável por &#8220;falsear&#8221; a imagem.  A primeira frase da matéria supracitada &#8211; &#8220;a vida como ela é&#8221; &#8211; aponta exatamente isso.</p>
<p>As revistas e jornais que promovem essa suposta &#8220;beleza natural&#8221; na verdade continuam propagando os mesmos ideais de beleza que as fotos tratadas com Photoshop: gente magra, jovem, branca, malhada.  E, embora abram mão do Photoshop, usam todos os (outros) recursos de produção fotográfica: modelos lindos, luz e maquiagem profissional e um dos mais importantes e esquecidos recursos &#8211; edição.  Por trás de toda foto, existe muitas outras fotos quase iguais mas não tão boas.  Mas isso é assunto pra outro dia.</p>
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		<title>Photoshop, Farsas e a Beleza Verdadeira &#8211; Parte 2: depois do clique e antes da cópia</title>
		<link>http://bernardobatista.com.br/blog/2010/06/photoshop-farsas-e-a-beleza-verdadeira-parte2/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 20:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito tem se discutido acerca dos excessos da manipulação digital, mas os jornais frequentemente tratam esse assunto com uma visão ingênua ou desinformada.  Este texto, o segundo de uma breve série sobre Photoshop e manipulação de imagens, pretende mostrar a importância dos processos laboratoriais - sejam eles digitais ou analógicos - e esclarecer que a imagem não é menos "honesta" por passar por alterações depois do momento do clique.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Estou escrevendo uma breve série de textos sobre Photoshop e manipulação de imagens.  Muito tem se discutido acerca dos excessos da manipulação digital, mas os jornais frequentemente tratam esse assunto com uma visão ingênua ou desinformada.   Este texto, o segundo da série, pretende mostrar a importância dos processos laboratoriais &#8211; sejam eles digitais ou analógicos &#8211; e esclarecer que a imagem não é menos &#8220;honesta&#8221; por passar por alterações depois do momento do clique.<span id="more-320"></span></p>
<p>O <a title="Photoshop, Farsas e a Beleza Verdadeira - Parte 1: a manipulação da imagem antes do Photoshop" href="http://bernardobatista.com.br/blog/2010/06/photoshop-farsas-e-a-beleza-verdadeira-parte1/" target="_self">texto anterior</a> falava da manipulação de imagens antes da foto digital, e tinha como exemplo fotos de Stalin em que ele mandava apagar ex-aliados das imagens.  No entanto, a mentira não é sequer o maior dos inúmeros motivos para alterar uma imagem.  Fotografia é como texto ou pintura: é comunicação.  A imagem fotográfica reproduz um discurso: aquele do fotógrafo ou do editor ou de quem quer seja responsável pela veiculação da imagem.  Assim como um texto pode ser coloquial ou formal, assim como precisa de pontuação e tem estilo, a imagem fotográfica também segue regras e tem estilo.  Se ela é muito densa (escura), muito granulada, se tem pouco contraste, se o foco é impreciso; isso tudo é pensado e construído.  Esses atributos e muitos outros não serão ignorados por quem vê a imagem, ainda que o observador não saiba elaborar formalmente sobre o papel de cada um deles.</p>
<p>Infelizmente, para o seguinte exemplo, não há um &#8220;antes e depois&#8221; disponível publicamente.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_304" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a rel="attachment wp-att-304" href="http://bernardobatista.com.br/blog/2010/06/photoshop-farsas-e-a-beleza-verdadeira-parte1/salgado_covers/"><img class="size-medium wp-image-304" title="Refugiados no campo Korem" src="http://bernardobatista.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/salgado_covers-450x293.jpg" alt="Refugiados no campo Korem" width="450" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Refugiados no campo Korem.  Fonte da imagem: http://www.masters-of-photography.com/S/salgado/salgado.html</p></div>
<p>Sebastião Salgado é um fotógrafo brasileiro aclamado internacionalmente; seus retratos documentais contém uma força difícil de descrever.  A foto acima, como qualquer outra de Sebastião Salgado, não aparece assim no filme.  No momento do clique, o filme guarda muita informação da luz projetada nele.  Muitas vezes é impossível copiar toda essa informação para o papel, quase sempre é impossível fazê-lo sem utilizar &#8220;truques&#8221; de laboratório.  Na foto acima, para o rosto do homem estar visível, o céu teria ficado branco.  Para o céu ficar cinza claro como está, o rosto do homem estaria totalmente preto.  Imagino que o chão, nos cantos inferiores da foto, também estariam quase brancos se a foto não tivesse sido trabalhada por um bom laboratorista.  Retoques e &#8220;ajustes&#8221; sempre foram feitos na fotografia analógica, até mais do que na digital.  Porque passaar para o papel uma imagem capturada no filme exige isso, e essa &#8220;manipulação&#8221; se torna parte obrigatória do processo.  Capturar a imagem é apenas um passo de muitos para chegar a uma foto.</p>
<p>Ainda assim, é comum a noção de que a foto sem pós-processamento é aquela que melhor representa a verdade.  Na internet, em sites como Flickr, há muitos <a title="No Photoshop Here" href="http://www.flickr.com/groups/nophotoshop/" target="_blank">grupos</a> dedicados a reunir fotos &#8220;sem photoshop.&#8221;  Os argumentos são diversos, mas todos parecem ter em comum a vontade de ver a imagem &#8220;verdadeira&#8221;, sem qualquer manipulação digital.  Acontece que a imagem, aquilo que atravessa as lentes da câmera, não passa de radiação eletromagnética.  É luz.  Não é um arquivo JPG.  O arquivo JPG que a câmera produz é resultado de uma série de processos realizados por um software, interpretando os dados que o sensor enviou após ser atingido pela radiação.  As informações de cada pixel são combinadas de acordo com algoritmos desconhecidos pelos usuários, e isso é algo que não pode ser desabilitado em nenhuma câmera amadora.  Portanto, uma foto digital sem nenhum tratamento ou manipulação é apenas tão verdadeira quanto uma foto que sofreu alterações pré-programadas pelo fabricante da câmera.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Sans titre de Flute., sur Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/bad-and-ugly/3748771357/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2511/3748771357_eb0470c3cd_m.jpg" alt="" width="161" height="240" /></a> <a title="Sans titre de Flute., sur Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/bad-and-ugly/3748770349/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2568/3748770349_489180bbdb_m.jpg" alt="" width="161" height="240" /></a> <a title="lençóis maranhenses de Flute., sur Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/bad-and-ugly/3749558960/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2606/3749558960_d8cb2084e2_m.jpg" alt="lençóis maranhenses" width="161" height="240" /></a></p>
<p>A foto acima, de minha autoria, recebeu alguns tratamentos diferentes, todos feitos no Photoshop.  O que a edição pretende é trazer à tona diferentes informações que, embora não fossem visíveis, já estavam presentes na imagem.  Nenhuma é mais ou menos real do que a outra, todas são representação e discurso.</p>
<p>No próximo texto, o movimento em prol da &#8220;beleza natural.&#8221;</p>
</div>
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		<title>Photoshop, Farsas e a Beleza Verdadeira &#8211; Parte 1: a manipulação da imagem antes do Photoshop</title>
		<link>http://bernardobatista.com.br/blog/2010/06/photoshop-farsas-e-a-beleza-verdadeira-parte1/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 17:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É interessante como a linguagem fotográfica depende da falta de conhecimento sobre fotografia.  Se as pessoas compreendessem o processo fotográfico, a fotografia seria usada de maneira muito diferente.  Muito tem se discutido sobre Photoshop e manipulação de imagem nos últimos anos.  Diversos textos têm sido publicados defendendo uma "beleza natural", aquela que não dependeria de Photoshop ou de qualquer manipulação da foto.  Como se houvesse a fotografia "honesta", que é a imagem exatamente como foi capturada, e a fotografia "manipuladora", que é alterada depois da captura.  A relação entre o clique, a fotografia, a verdade e a manipulação é, na verdade, muito diferente e mais simples do que isso tudo que se diz a respeito dela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É interessante como a linguagem fotográfica depende, de certa forma, da falta de conhecimento sobre fotografia.  Se as pessoas compreendessem o processo fotográfico, a fotografia teria um sentido bem diferente e sua eficiência tampouco seria a mesma.</p>
<p>Muito tem se discutido sobre Photoshop e manipulação de imagem nos últimos anos.  Diversos textos têm sido publicados defendendo uma &#8220;beleza natural&#8221;, aquela que não dependeria de Photoshop ou de qualquer manipulação da foto.  Como se houvesse a fotografia &#8220;honesta&#8221;, que é a imagem exatamente como foi capturada, e a fotografia &#8220;manipuladora&#8221;, que é alterada depois da captura.  A relação entre o clique, a fotografia, a verdade e a manipulação é, na verdade, muito diferente e mais simples do que isso tudo que se diz a respeito dela.</p>
<p>Nos próximos textos vou falar um pouco sobre a importância do tratamento e pós-produção de fotografia para o seu discurso.</p>
<p><span id="more-293"></span></p>
<p>Alguém disse que &#8220;o ato fotográfico não está encerrado no momento do clique.&#8221;  Não fui um aluno exemplar na faculdade e às vezes sou péssimo para lembrar autores, mas essa citação nunca me deixou.  A noção de que a fotografia &#8220;real&#8221; ou &#8221;verdadeira&#8221; não sofre nenhuma alteração após a captura é falsa e ingênua.  A leitura que as pessoas fazem da fotografia, contudo, depende dessa noção.  Sendo a comunicação uma via de mão dupla, os produtores e difusores de imagem também fazem uso dessa noção ingênua a respeito da fotografia e da manipulação digital para dizer suas mensagens.</p>
<div id="attachment_299" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a rel="attachment wp-att-299" href="http://bernardobatista.com.br/blog/2010/06/photoshop-farsas-e-a-beleza-verdadeira-parte1/stalin-e-nikolai/"><img class="size-medium wp-image-299" title="Stalin e Nikolai Yezhov" src="http://bernardobatista.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/stalin-e-nikolai-450x144.jpg" alt="Stalin e Nikolai Yezhov" width="450" height="144" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte da imagem: http://www.newseum.org/berlinwall/commissar_vanishes/</p></div>
<p>Imagino que as fotos acima não sejam novidade para ninguém.  Stalin fez uso extenso da manipulação de fotos enquanto esteve no poder, para tornar velhas imagens coerentes com novas situações.  Normalmente, a manipulação consistia em eliminar da imagem velhos aliados que haviam se tornado inimigos.  O exemplo acima mostra que alterar fotos de acordo com o discurso pretendido é uma prática muito antiga, e o próprio Photoshop só foi criado para satisfazer essa necessidade pré existente.</p>
<p>No próximo texto, os outros usos do tratamento de imagem &#8211; aqueles que não incluem apagar pessoas de fotos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Memória Coletiva de Uma Balada (fotos por Fábio Tavares)</title>
		<link>http://bernardobatista.com.br/blog/2010/04/a-memoria-coletiva-de-uma-balada-fotos-por-fabio-tavares/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 00:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[balada]]></category>
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		<description><![CDATA[Havia em São Paulo uma balada chamada Atari.  O Atari tem uma reputação.  Tem a fama de ter sido um lugar super permissivo, liberal.  De ter recebido o público mais moderno e divertido, de ter quebrado todos os tabus.  Eles tinham um fotógrafo oficial, o Fábio Tavares.  As fotos que ele fazia eram publicadas no site oficial do clube e também no seu fotolog oficial.  Quem vê as fotos do Atari feitas pelo Fábio logo entende como eram as noites por lá.  As fotos dele são sexy, perigosas, atraentes, performáticas; por vezes à margem do publicável ou mesmo da legalidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="foto9, por Fábio Tavares" href="http://www.flickr.com/photos/fabiotavares/88300973/in/set-491222"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/36/88300973_6a3eb314c0.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p>Havia em São Paulo uma balada chamada Atari.  Pertinho da rua Consolação e da avenida Paulista, bem no reduto rock-gay-alternativo da cidade.  Os donos se pareciam com tudo o que você esperaria de alguém do Atari: tatuados, modernos, sexualmente irrestritos, estilosos dentro da sua proposta visual, jovens.  Nas noites de festa, a rua do Atari era tomada pelos jovens frequentadores, a maioria deles adolescentes.  Apesar dos outros três ou quatro clubes que já existiam por ali, o Atari era o terror da vizinhança por causa da galera devassa e barulhenta que lá batia cartão.  Era um clube muito querido por aqueles que o frequentavam, e seu nome ainda reverbera na cabeça de muita gente.</p>
<p><span id="more-270"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="orgastica, por Fábio Tavares" href="http://www.flickr.com/photos/fabiotavares/403045169/"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/185/403045169_9f3935deac_o.jpg" alt="" width="640" height="427" /></a></p>
<p>O Atari tem uma reputação.  Tem a fama de ter sido um lugar super permissivo, liberal.  De ter recebido o público mais moderno e divertido, de ter quebrado todos os tabus.  Aqueles que não gostavam do Atari o chamavam de &#8220;Loca light&#8221; ou &#8220;Loca junior&#8221; ou ainda &#8220;Loca teen&#8221;, em referência a outro clube gay de rock não muito longe dali, o que pode acabar sendo outro elogio.</p>
<p>O Atari tinha um fotógrafo oficial, o Fábio Tavares.  As fotos que ele fazia eram publicadas no site oficial do clube e também no seu fotolog oficial.  Quem vê as fotos do Atari feitas pelo Fábio logo entende como eram as noites por lá.  As fotos dele são sexy, perigosas, atraentes, performáticas; por vezes à margem do publicável ou mesmo da legalidade.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="trash set_1, por Fábio Tavares" href="http://www.flickr.com/photos/fabiotavares/3614520435/"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3401/3614520435_044295dfab.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: left;">As pessoas que iam ao Atari certamente viveram muitas histórias lá, e histórias muito memoráveis.  Mas a reputação do clube não foi feita só de boca-a-boca, muito menos sua memória.  A imagem do Atari é obviamente construída não por palavras, mas pela fotografia.  O que se imaginava e o que se lembra do Atari pouco tem a ver com o som que tocavam lá ou com o que as pessoas diziam do lugar.  As fotos de Fábio Tavares se espalhavam feito fogo nos fotologs.  Para aqueles que viam, comentavam e as republicavam, não era uma mera foto de Fábio Tavares:  aquilo era O Atari.  Não era o recorte de um momento ou a construção de um profissional da imagem, era a própria verdade congelada.  Não é que as fotos não representem bem a atmosfera do clube, mas elas vão além e vendem uma idéia de diversão tresloucada e sem controle.  O Atari na fotografia de Fábio Tavares é jovem, transborda sexo, não tem fila, todo mundo se beija, todo mundo é moderno e ninguém é careta.  O Atari de verdade era um lugar com uma pequena multidão dentro (e fora), realmente formada por jovens.  Como em qualquer outro lugar, o som às vezes era bom e às vezes era ruim.  Nenhuma noite era garantidamente tão boa quanto outra.  Além das diversas variáveis que moldavam uma noite no Atari, a percepção e os gostos de cada um também influenciam o que seria dito sobre o lugar.  Na fotografia não é assim.  A imagem do Atari veio de um discurso.  As fotos do Fábio convidam quem as olha para fazer parte daquela diversão, se soltar, dançar e rir.  E quando elas são menos belas e mais chocantes, elas ainda assim convidam para o desafio.  Convidam para ver o bizarro e o escandaloso, ou ainda para chocar mais e ser o assunto da foto.</p>
<p style="text-align: left;">O Atari era mesmo alternativo e muito ousado.  Se perguntarem a algum dos antigos donos ou DJs ou barmans, com certeza não faltarão ótimas histórias.  Mas a melhor e mais completa história de todas foi aquela contada pelo seu fotógrafo.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Performance, por Fábio Tavares" href="http://www.flickr.com/photos/fabiotavares/13453666/"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/10/13453666_47c43751f9_o.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
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		<title>O Mapa da Humanidade</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 03:06:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[introdução]]></category>
		<category><![CDATA[teoria]]></category>
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Agência espacial divulga imagens das mais primordiais galáxias.  A Playboy da mais recente ex-BBB é sucesso de vendas.  Multidões formam filas nos consulados dos Estados Unidos para fazer turismo na Disney.  A princípio, pode ser até difícil ver o que essas situações têm em comum entre si e com tantas outras.  A fotografia é parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-289" href="http://bernardobatista.com.br/blog/2010/04/o-mapa-da-humanidade/vigeland/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-289" title="Vigeland" src="http://bernardobatista.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/vigeland-450x369.jpg" alt="Escultura no parque Vigeland" width="450" height="369" /></a></p>
<p>Agência espacial divulga imagens das mais primordiais galáxias.  A Playboy da mais recente ex-BBB é sucesso de vendas.  Multidões formam filas nos consulados dos Estados Unidos para fazer turismo na Disney.  A princípio, pode ser até difícil ver o que essas situações têm em comum entre si e com tantas outras.  A fotografia é parte crucial do cotidiano em todos os níveis.  Não há sensação, informação ou conhecimento que não seja transmitido e experimentado pela fotografia; às vezes antes mesmo que por aquilo que se fotografa.  Mas a fotografia não é aquilo que se fotografa.  Ela nem mesmo é a sensação que transmite.  Obra de arte, espelho da verdade, ferramenta de manipulação.  Qual é o principal papel da fotografia na vida das pessoas?</p>
<p><span id="more-190"></span></p>
<p>Não enxergamos fotografia como representação, como comunicação.  Para nós, a foto não parece ser pessoal e &#8220;fabricada&#8221; como um texto.  Ela é a própria realidade, ela é aquilo que representa.  Nossa ingenuidade em tratarmos a fotografia assim nos leva a aceitá-la com pouco questionamento, e com o tempo nos acostumamos a considerá-la uma fonte objetiva e imparcial de informação.  Quanto do nosso conhecimento cotidiano não é transmitido pela fotografia?  Qualquer um sabe como é Paris, como é o Egito.  Quem são os poderosos do mundo e as aparências deles.  Como são as células, como o corpo é por dentro.  A fotografia, tão imparcial e objetiva quanto um texto, forma a base de um sólido conhecimento.</p>
<p>No âmbito privado a fotografia tem igual presença.  Nossa memória, maleável, seletiva e inventiva, prega peças e nós não lembramos sempre igual.  O passado adota aspectos diferentes conforme a luz do momento.  A imagem fotográfica mal envelhece.  Ela faz o papel de testemunha imparcial e duradoura, e se mistura à memória moldando outra vez o passado.  Mais uma vez, nossa confiança de que a fotografia é o espelho fiel de um momento contribui para a maleabilidade da nossa memória.  As lembranças são transformadas pela fotografia, muitas vezes ficando mais distantes do fato ao qual se referem.  Por isso construir a melhor memória possível é ainda negócio importante e lucrativo, como se vê em formaturas e casamentos e outros eventos menos memoráveis.</p>
<p>Do público ao privado, dos álbuns particulares à fotografia científica e à publicidade, da pornografia à arte e ao jornalismo.  O universo inteiro está dentro da fotografia.  Seria como um índice geral, se fosse texto.  Como é imagem, pode-se dizer que é um mapa.  Tudo que se vê ou que se sente, tudo que é ou já foi, tudo que é humano está no mapa.  Basta interpretá-lo.</p>
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